Ministério Público do RJ e UFRJ em parceria em prol dos dados abertos

A maior plataforma de dados abertos do Estado do Rio de Janeiro, denominada MP em Mapas, foi apresentada na terça-feira (12/09), na COPPE/UFRJ (Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia, da Universidade Federal do Rio de Janeiro), para uma plateia formada por alunos, professores e pesquisadores da universidade.

Desenvolvida pelo o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), a plataforma possibilita desde 2016 o acesso a informações georreferenciadas sobre o estado, fornecidas por instituições públicas de todo o país e do próprio MPRJ, que abrangem áreas como segurança, saúde, educação, meio ambiente, entre outras.

Alunos desenvolverão projetos a partir de dados da plataforma

Em parceria inédita com a COPPE/UFRJ, o MPRJ vai viabilizar que alunos de graduação da disciplina Gestão da Inovação sejam capacitados na sua plataforma digital. Sob orientação do professor Marcos Cavalcanti, durante um semestre, os estudantes terão a oportunidade de trabalhar as centenas de camadas de informações do “MP em Mapas” sobre as quais farão seus trabalhos finais.  Eles poderão propor soluções relacionadas à atuação de diversas instituições, por meio de aplicativos ou softwares.

O procurador-geral de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, Eduardo Gussem, destacou a relevância do convite e da parceria. “A COPPE/UFRJ é reconhecida como o grande berço da tecnologia e da ciência do Brasil. Estar aqui é a certeza de que trilhamos o caminho certo. As instituições que integram o sistema de justiça precisam, urgentemente, se reestruturar. O MPRJ em razão da sua formação constitucional é um grande produtor de conteúdos. Seremos uma grande fonte de informação”, disse.

Segundo o professor da Coppe, Marcos Cavalcanti, é imenso o potencial de uso da plataforma.“O cruzamento das informações disponíveis ajuda a prever os problemas e buscar as soluções preventivas”, ressaltou Cavalcanti. Também fará parte da parceria o Open Data Institute – Rio de Janeiro. Criado para promover a cultura dos dados abertos, o ODI foi desenvolvido por Tim Berners-Lee, um dos fundadores da World Wide Web, e Nigel Shadbolt. Com sede em Londres, o instituto conta com uma rede em vários países, conhecida como ODI Nodes, o que significa “nós da rede ODI”. No Rio de Janeiro, o node do ODI funciona desde 2014 no CRIE e é coordenado pela pesquisadora da COPPE/UFRJ, Luciana Sodré “Os dados já estavam disponíveis, mas de maneira dispersa. A diferença agora é que estão organizados em uma plataforma única. A próxima etapa é submeter o banco de dados à certificação do Open Data Institute (ODI). Vamos migrá-lo para um nível superior dentro da certificação internacional e ajudar na divulgação da plataforma, explica, Luciana Sodré, pesquisadora da COPPE/UFRJ que atua no CRIE.

De acordo com Gussem, a iniciativa foi essencial para a mudança de paradigma de atuação da instituição. “Nós paramos de atuar de forma reativa, de forma demandista, focada apenas no judiciário. A gente esperava o dano acontecer para tomar a providência. A revolução é mudar nosso eixo de atuação para termos uma atuação preventiva resolutiva”, explica.

A apresentação contou com a presença do subprocurador-geral de Justiça de Administração, Eduardo Lima Neto, e do diretor-geral da COPPE/UFRJ, professor Edson Watanabe, que demonstrou sua preocupação com o estado de corrupção instalado no Brasil, observando a importância da parceria entre a Instituição que dirige e o MPRJ.

Crédito da foto: MPRJ.
Da direita para a esquerda, Luciana Sodré, Eduardo Gussem, Daniel Belchior (gerente do projeto MP em Mapas) e Eduardo Lima Neto. 

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